Apresentação

Histórico:

Instalação da cúpula

A idéia de criar no campus da Unesp de Bauru um Observatório Astronômico teve início em 2004 quando, através de um projeto de Extensão Universitária, financiado pela Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), foi possível a construção artesanal de telescópios refletores. Coordenado pela Profa. Dra. Rosa Scalvi (Depto. de Física), o projeto de construção dos aparelhos envolveu, na época, cinco alunos do curso de Licenciatura em Física que passaram a estudar os métodos de construção auxiliados, na prática, pelo Sr. Lionel José Andriatto, astrônomo amador e um dos raros construtores de telescópios no Brasil.

Com o desenvolvimento do projeto de construção, no ano de 2005 foi criado no Departamento de Física da Unesp, um Grupo de Estudos de Astronomia que, até hoje, reúne-se periodicamente, acolhendo alunos dos cursos de graduação e pós-graduação do campus de Bauru, além de professores do Ensino Médio, outros profissionais e pessoas interessadas.

Com a finalização dos primeiros telescópios artesanais, que apresentaram qualidade plenamente comparável a telescópios de médio porte obtidos comercialmente a um custo bem mais elevado em relação aos construídos pelos alunos, surgiu a necessidade de contar com um espaço adequado para utilização dos aparelhos, e que tornasse possível a todos os interessados observar o céu de maneira nova e estimulante.

Em 2006, através de uma parceria com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Unesp (IPMet), ocorreu a concessão de um prédio para implantação do Observatório. Com a aprovação de recursos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no final do ano de 2006, iniciou-se a adaptação do prédio, a construção da cúpula e a construção de um telescópio ainda mais potente. 

A inauguração oficial do prédio do Observatório ocorreu em 4 de agosto de 2009 e o mesmo passou a chamar-se Observatório Didático de Astronomia “Lionel José Andriatto”, em homenagem ao seu principal colaborador.

Infraestrutura:

O prédio que abriga o Observatório possui uma sala de aproximadamente 36 metros quadrados, equipada com 25 lugares, formando um mini-auditório, com tela de projeções. Esta sala tem sido utilizada no recebimento de alunos e professores de escolas públicas e particulares. Além desta sala, outro espaço abriga uma oficina de construção de telescópios e materiais didáticos de Astronomia.

Quando o número de participantes excede a disponibilidade de vagas, é utilizado o auditório do IPMet, com capacidade para 50 pessoas, cujo espaço físico localiza-se ao lado do Observatório.

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Além disso, o Observatório dispõe de uma outra sala que abriga uma cúpula de 5,30 m de diâmetro, onde um telescópio artesanal do tipo newtoniano (aproximadamente 300 mm de diâmetro) é utilizado.

Ao lado da sala da cúpula, o Observatório conta com um terraço de aproximadamente 15 metros quadrados, onde são colocados dois telescópios refletores menores, sendo um newtoniano e um cassegrain. Todos os telescópios (exceto um) foram construídos por alunos do curso de Licenciatura em Física, com a colaboração do Sr. Lionel José Andriatto.

Importância:

Embora o Observatório atual seja de pequeno porte e simples, causa na população e escolas de Bauru grande impacto, com divulgação na mídia local (rádio, jornal e TV) de eventos, cursos, palestras e oficinas. Vale destacar também a existência de uma unidade móvel (carreta) do Observatório, destinada para atividades itinerantes de divulgação.

O Observatório faz parte do Museum Alliance NASA e são realizadas diversas atividades relacionadas ao ensino e divulgação da Astronomia, desenvolvidas no contexto dos atendimentos realizados com escolas, universidades e demais instituições, bem como nos chamados atendimentos ao público, em que, uma vez por mês, o Observatório realiza diversas ações de divulgação da Astronomia com o público visitante da cidade de Bauru e circunvizinhança. A média anual de visitantes é de quase 4.000 pessoas.

A partir de agosto de 2016, o Observatório passou a ser coordenado pelo Prof. Dr. Rodolfo Langhi. Mesmo com a atual situação financeira desfavorável, a equipe do Observatório continua com suas atividades voluntárias de extensão, pesquisa, ensino e divulgação, buscando apoio e parcerias.

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